Hérnia de disco - tratamento minimamente invasivo

    A cirurgia minimamente invasiva é aquela onde são cumpridos os mesmos objetivos da técnica convencional mas com menor trauma dos tecidos em torno da área a ser tratada. Por exemplo, permitem uma abertura menor da pele, menor dissecção de músculos e tendões, menor lesão de ligamentos, ossos e articulações e mínimo trauma sobre o tecido nervoso. Não é uma técnica em si mas o objetivo para qual caminham todas as técnicas cirúrgicas. Ou seja, sempre que se estabelece um padrão menos invasivo para uma cirurgia, logo se começa a estudar uma maneira de se fazê-la de forma ainda menos invasiva.

    No início, há pouco menos de 80 anos no passado, as cirurgias de hérnias de disco eram extensas, necessitando ampla ressecção óssea, trauma muscular e agressão ao tecido nervoso. Há cerca de 40 anos, foi publicada a primeira cirurgia realizada com microscópio e, desde então, esta passou a ser técnica padrão para tratamento das hérnias de disco. Nos últimos anos, tem-se desenvolvido novas formas, ainda menos invasivas de realizar esta abordagem. Umas delas, é a exposição por tubos do nível a ser operado, diminuindo o trauma muscular. Porém, a maior mudança que está a caminho e se desenvolvendo muito na última década é a abordagem endoscópica.

  A endoscopia está indicada para casos de protusão discal ou extrusão discal com compressão de raízes lombares em qualquer região do disco ( central, póstero-lateral, foraminal ou extra-foraminal). Dependendo da habilidade do cirurgião é possível até a retirada de fragmentos de disco migrados.

   Com esta técnica, ao invés de cortar e afastar a musculatura que recobre a coluna, esta é afastada o suficiente para a passagem do endoscópio, por meio de uma incisão muito pequena. A ponta do endoscópio é guiada por meio de um aparelho, chamado radioscopia, que permite visualizar a movimentação dos instrumentos em tempo real.O endoscópio possui um canal para a passagem dos instrumentos cirúrgicos especiais. Ao invés de retirar parte do osso da vértebra, é feito um pequeno orifício, o suficiente para a passagem do endoscópio.

   

   Apesar da técnica englobar quase todos os tipos de hérnias de disco, cabe ao médico avaliar, individualmente, se o procedimento é indicado para o paciente.

Hérnia de disco - tratamento convencional

  Existem dois tipos de procedimentos de microdiscectomia: anterior e posterior

  Esta cirurgia, geralmente, é feita com anestesia geral, podendo ser retirado, parte ou por completo, o disco intervertebral que está prejudicado e descompressão dos nervos afetados pela hérnia.

Para acessar o disco na coluna lombar é necessário dissecar através da musculatura lombar até a região posterior da vértebra denominada lâmina, retirar uma pequena parte desta para acessar o canal vertebral. Na via posterior tradicional as raizes lombares estão posteriores ao disco e devem ser afastadas para que se possa acessá-lo. Ao chegar no disco pode-se então realizar a chamada discectomia.

 

  Já na coluna cervical a via cirurgia se dá na maioria das vezes pela parte anterior no pescoço. Logo não há necessidade de manipulação das estruturas nervosas para discectomia.

 

  Geralmente é associado com a artrodese, ou seja, a fusão entre os corpos vertebrais, pois existe uma ressecção de material discal muito grande para se descomprimir a medula ou as raízes nervosas, levando a desgaste discal precoce, com consequente deformidade em cifose, instabilidade e dor. Mais recentemente, uma evolução desta técnica, permite a substituição do disco por uma prótese com a colocação de um substituto do disco removido. Esta prótese permite a preservação da mobilidade neste segmento o que, em tese, evita sobrecarga sobre os discos remanescentes.

  A discectomia pode ser feita aberta, com  o auxílio de lupas ou microscópio.

  As principais  complicações  associadas a discectomia são o hematoma ( devido ao sangramento local) , a chamada fístula liquórica, e lesão acidental da raiz ( o que resultaria em perda de força e sensibilidade do território inervado por esta raiz). Existe uma taxa pequena de recidiva, a recorrência dos sintomas nem sempre  é secundária a cirurgia, mas principalmente acontece porque a causa do evento inicial ou da primeira hérnia ainda está presente. Aqui é onde entra a fisioterapia, no período pós-cirúrgico, principal ferramenta que procura mudar a história natural da patologia, alterando biomecanicamente as possíveis disfunções, alterações de alinhamento e desequilíbrios posturais envolvidos na origem da hérnia de disco.

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