ESCOLIOSE DO ADULTO

 

     Escoliose do adulto é uma deformidade da coluna vertebral que refere-se a curvaturas anormais(trimedimensionais) em pacientes que tenham completado seu crescimento. A escoliose do adulto pode ser dividida em escoliose idiopática do adulto que resulta da progressão na idade adulta da escoliose idiopática infantil ou do adolescente, e escoliose degenerativa/de novo que se desenvolve como consequência de processos degenerativos que afetam as unidades vertebrais funcionais.

 

        A região da coluna vertebral mais comumente afetada é a lombar, sobretudo pela forma degenerativa uma vez que esta é a região onde as alterações degenerativas são mais frequentes e marcadas; a segunda região mais afetada é a transição toracolombar, sendo que a região torácica é normalmente afetada apenas quando temos uma escoliose idiopática ou neuromuscular do adulto .

 

       É importante assinalar que a escoliose do adulto é caracterizada, independentemente da etiologia, não só pela curvatura escoliótica, mas também pelas alterações degenerativas caracteristicamente associadas, como estenose vertebral, espondilolistese, subluxação lateral ou rotacional, hipolordose lombar e relativa rigidez da curvatura escoliótica.

 

         Na escoliose degenerativa a deformidade tem inicio na vida adulta em consequência de alterações degenerativas assimétricas que envolvem o disco intervertebral e/ou as articulações zigapofisárias, com consequente perda de competência e função de toda a unidade vertebral funcional, o que conduz à perda do equilíbrio biomecânico e sobrecarga assimétrica dos componentes estruturais da área da coluna vertebral onde estas alterações se desenvolvem.

 

        Os sintomas mais frequentes do adulto com escoliose incluem dorsalgia progressiva, radiculopatia e claudicação neurogênica, podendo estes apresentar-se isoladamente ou em associação e surgindo mais frequentemente na 6ª década de vida no caso de escoliose degenerativa, podendo aparecer antes no caso de escoliose idiopática do adulto.

 

          A abordagem terapêutica inicial passa por tratamento conservador. A maioria dos métodos conservadores são eficazes no alívio transitório da sintomatologia, no entanto a longo prazo este efeito é restrito a apenas um quarto dos pacientes tratados, mesmo quando as indicações são respeitadas Métodos de tratamento conservador incluem, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), relaxantes musculares, analgésicos, fisioterapia, hidroterapia, reforço muscular de baixo impacto e exercícios de resistência; existem vários métodos de analgesia, como injeção epidural de corticosteroides e o bloqueio de raízes nervosas e articulações zigapofisárias.

 

       O tratamento cirúrgico na escoliose do adulto foi durante muito tempo descartado como opção para pacientes idosos devido à elevada complexidade e morbilidade. Os avanços e aumento da experiência cirúrgica na área da patologia escoliótica levaram a uma mudança nesta atitude.

 

          A cirurgia da escoliose do adulto é um processo complexo a todos os níveis, o que exige uma compreensão profunda da clínica do doente, uma análise extensa e que se considere ainda outros fatores como, idade, estado geral, densidade óssea e expectativas do paciente. Só assim é possível selecionar corretamente os pacientes, planejar e personalizar os procedimentos cirúrgicos, passos essenciais para diminuir complicações e aumentar o sucesso do tratamento.

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