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Espondilólise e Espondilolistese

 

     São resultantes de movimentos repetitivos de extensão da coluna. Essas ações causam o enfraquecimento dos anéis das vértebras lombares, levando eventualmente a uma fratura.

A progressão da Espondilólise pode resultar em Espondilolistese.

 

O que é Espondilólise?

 

     Consiste em uma falha entre as regiões anterior e posterior da coluna lombar.
Estudos epidemiológicos apontam que a incidência de Espon­dilólise está relacionada à vários fatores como, idade, herança genética, raça e nível de atividade, no qual, as manifestações ocorrem frequente­mente durante a fase de crescimento, principalmente entre 8 a 20 anos. O risco diminui na meia idade e volta a aumentar entre os 60 a 80 anos. Além desses fatores, ati­vidades que requerem hiperextensão ou hiperflexão da coluna lombar aumentam muito o risco.

     A Espondilólise pode ser Unilateral e Bilateral.

Unilateral – A dor pode se manifestar com irradiação para a coxa, perna e pé, o que significa o comprometimento de uma raiz nervosa da coluna. A dor irradiada dificulta a realização de exercícios de alongamento.

Bilateral – Apresenta risco de escorregamento de uma vértebra sobre a outra no esqueleto imaturo - criança e adolescente.

 

O que é Espondilolistese?

     É um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação à outra subjacente ocasiona dor ou sintomatologia de irritação de raiz nervosa.

Também conhecida como Listese, dividi-se em grupos da seguinte forma: Displástica, Ístmica, Degenerativa, Traumática e Patológica.

Displástica – Anormalidade na formação do arco neural. Os sintomas podem se desenvolver após 8 anos de idade.

Ístmica – A mais comum, causada pela falência por fadiga dos pares articulares devido a estresse repetitivo em extensão. Sua incidência é maior em adolescentes e adultos jovens.

     

     Degenerativa – Degeneração do disco e/ou instabilidade intersegmentar. Ocorre mais frequentemente em mulheres acima dos 40 anos.

Traumática – São as fraturas agudas dos pares articulares e curam-se com a imobilização.

Patológica – Metástase e doença reumática são suas causas mais comuns. Outras patologias como tuberculose, artrogripose e sífilis, podem enfraquecer o tecido da vértebra e torná-la mais suscetível a danos. Assim como acontece na traumática, esses casos frequentemente atacam todo o segmento vertebral, não sendo um problema particular dos pares articulares.

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