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Hérnia de disco

 

É um problema muito freqüente, sendo encontrada em cerca de 2 a 3% da população adulta e é a principal causa de cirurgia na coluna. Este problema ocorre pelo rompimento da parte externa do disco intervertebral (o ânulo fibroso) e extravasamento de seu conteúdo  (o núcleo pulposo). Quando isto acontece, este material que sai do disco pode comprimir e inflamar os nervos em sua origem no canal vertebral. É isto que gera a típica dor ciática da hérnia de disco: uma dor que pode originar-se na coluna e irradia-se pela perna no trajeto correspondente à raiz nervosa que está sendo comprimida. Na maioria das vezes ela concentra-se na região plantar do pé,  no tornozelo, no peito do pé, na panturrilha ou no hálux (dedão do pé). Frequentemente, além desta dor provocada pela irritação da raiz nervosa, há também sintomas por causa da compressão deste nervo. A manifestação neste caso é a de fraqueza de um ou mais músculos conectados a este nervo além de dormência, formigamento ou insensibilidade no território por onde este nervo se distribui. As alterações de força mais comuns são: dificuldade de elevar o pé com o calcanhar apoiado no chão, dificuldade em ficar na ponta do pé, dificuldade de estabilizar o pé provocando torções, fraqueza no joelho com dificuldade de manter a perna esticada e tendência a quedas. Geralmente o início é súbito e  intenso mas também pode iniciar com uma dor leve que acentua-se progressivamente. Na maioria das vezes, consegue-se tratar os sintomas da hérnia de disco de forma conservadora, ou seja, sem a necessidade de cirurgia. Este tratamento, porém pode durar de 8 a 12 semanas e em determinados casos pode não surtir efeito. Nestas situações, pode ser necessária a intervenção cirúrgica. Só há uma situação onde existe urgência na indicação cirúrgica: quando há compressão do conjunto de raízes na região lombar e sacral associada a descontrole da bexiga e fraqueza nos membros inferiores. Este quadro é conhecido como síndrome da cauda eqüina e a não intervenção imediata pode gerar seqüelas. Felizmente esta é uma forma incomum de manifestação da hérnia de disco.

 

A cirurgia consiste na retirada do material que está comprimindo a raiz nervosa. Existem várias maneiras de realizar esta ressecção, sempre com a idéia de obter a total descompressão da raiz e evitar danos secundários. A técnica mais comum de realizar esta cirurgia é a microdiscectomia. Por uma pequena  incisão, alcança-se a parte posterior da coluna e uma pequena janela é aberta entre uma vértebra e outra para alcançar o canal vertebral onde a raiz está comprimida. Com o auxílio de um microscópio cirúrgico a área é iluminada e ampliada dando perfeita visão tridimensional aos nervos,  ao disco intervertebral e à hérnia . Outras técnicas minimamente invasivas como as percutâneas (guiadas por imagem) ou endoscópicas (com visão por uma câmera de vídeo) ou utilizando outras formas de ressecção discal como laser, hidrodiscecção, digestão química, etc,  podem ser usadas em substituição a ressecção manual. Estas técnicas não são indicadas para todos os casos e, apesar de diminuírem o trauma cirúrgico, são semelhantes à microdiscectomia quanto ao resultado final.

 

 

 

É importante lembrar que todas estas técnicas se prestam a retirar o material que herniou para fora do disco e não repõem este material nem reparam o defeito por onde saiu o material. Ainda não existe uma maneira eficiente de se fazer isto. Por isto, é muito importante o acompanhamento pós-operatório para evitar a recorrência da hérnia.  Em alguns casos a perda do conteúdo do disco pode acelerar o desgaste da articulação (artrose) com ocorrência tardia de dor lombar. Por isto, há discussões sobre a validade de fixar-se as duas vértebras separadas pelo disco e com isto evitar a ocorrência destas complicações pós operatórias. Esta questão é tema de muitos debates no meio científico e a indicação depende muito do caso específico e da discussão da condição com seu médico. Por tudo isto, o manejo e orientação do tratamento devem ser realizados por profissional experiente neste tipo de problema e que se comprometa com o acompanhamento pós operatório.

 

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