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Posso ajudar?

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Fazer associações, repetir, escrever e usar calendário treinam a memória

Neurologista Tarso Adoni e pediatra Ana Escobar estiveram no programa.


Veja o que prejudica a memória, os sinais de alerta e como exercitá-la.


É difícil entender por que recordamos com detalhes de fatos do passado, quando éramos crianças, e muitas vezes temos que fazer um grande esforço para lembrar onde deixamos a chave, a carteira ou o celular.


Da mesma forma, a maioria das pessoas sabe onde estava no 11 de Setembro, quando o Brasil venceu a Copa do Mundo ou na hora da morte de ídolos como Ayrton Senna e Michael Jackson – mas se esquece do que comeu ontem.


Para explicar como funciona a memória, quais os fatores prejudiciais, os sinais de alerta e como exercitar o seu cérebro, o neurologista Tarso Adoni, do Hospital Sírio-Libanês, e a pediatra Ana Escobar estiveram no Bem Estar.


É importante manter-se intelectualmente ativo para evitar problemas no futuro. Pressão e colesterol altos, diabetes, sedentarismo e obesidade são ruins para todas as células, inclusive para os neurônios.


Ter problemas de memória, eventualmente, não é sinal de doença. Em uma fase que você está mais cansado, por exemplo, costuma ter dificuldade para gravar as coisas. Além disso, se você não dorme adequadamente ou sobrecarrega o cérebro com muitas informações, sua memória pode falhar. É como uma máquina, que, se muito exigida, acaba pifando.


Segundo o neurologista Tarso Adoni, a falta de atenção nas tarefas cotidianas pode atrapalhar a memória. O ideal, portanto, é se concentrar no que você faz e procurar guardar objetos sempre no mesmo lugar, para evitar confusões.


Onde ficam guardadas as informações

O pré-requisito para a memória é a atenção. São os dois lobos frontais, na parte da frente do cérebro, que coordenam a razão e julgam quando devemos estar atentos.


Ao termos uma sensação muito marcante, que vem por um dos cinco sentidos (como um perfume forte, por exemplo), a informação vai para uma região central do cérebro chamada hipocampo. É uma espécie de “centro imediato da memória”, onde ficam guardadas temporariamente as informações do dia a dia.


Depois de um certo tempo, se o cérebro avalia que aquela informação é importante para a memória, ele a transfere do hipocampo para o centro daquele sentido específico, que varia de acordo com a informação.


Existem 5 tipos de memória:

1) Imediata Usamos essa memória por segundos, para algo que precisamos executar imediatamente. Tem um espaço pequeno e é ativada, por exemplo, quando precisamos "anotar" um número de telefone no cérebro para usá-lo em seguida.


2) De trabalho Empregamos essa memória durante o tempo necessário para trabalhar com determinada informação, como para fazer cálculos. Com ela, podemos processar dados e não só repeti-los mentalmente.


3) Episódica É a memória que mais rende queixas, por ser a mais utilizada. É onde ficam guardados fatos e situações da vida, como recordações de momentos, pessoas e coisas que você fez no passado. O lugar onde você guardou a chave e o que fez no 11 de Setembro dividem espaço aí. A diferença é que memórias mais marcantes duram mais.


4) Semântica Está relacionada com tudo o que aprendemos em termos culturais e de conhecimento. É usada na escola para saber o significado das coisas e das palavras, além dos sinônimos.


5) Inconsciente Saber andar de bicicleta, nadar ou mexer no computador são atitudes guardadas na memória inconsciente. Ela retém conhecimentos motores e movimentos do corpo necessários para desempenhar atividades.


A memória de curto prazo serve para as atividades do dia a dia e logo é apagada. Se ela for especial, por algum motivo, torna-se de médio prazo e pode durar a longo prazo.


Por outro lado, se fazemos muitas atividades ao mesmo tempo, esquecemos onde guardamos a chave ou a carteira, porque nossa memória de trabalho fica superlotada de informações.

Fatores que atrapalham a memória:

- Estresse; - Depressão; - Privação de sono; - Deficiência de vitaminas (principalmente B12); - Hipotireoidismo; - Doenças degenerativas (como Alzheimer).

Sinais de alerta para problemas:

- Ter dificuldade para resolver problemas que antes eram simples; - Sentir falta de concentração; - Precisar mudar parte da rotina porque a memória começou a falhar.

Dicas para treinar a memória:

- Ler (livros, artigos, revistas e jornais); - Aprender idiomas; - Participar de jogos de estratégia (gamão, xadrez e cartas); - Reunir-se em grupos sociais (círculos de amigos, redes de discussão e clubes); - Pesquisar áreas que não sejam do seu conhecimento; - Fazer atividades manuais (artesanato, biscuit e carpintaria); - Tocar um instrumento musical; - Alterar rotas (modificar a rotina, seja a pé ou de carro).

Com o jogo da memória mostrado no programa, estimulamos a memória imediata e a de trabalho. Segundo os médicos, apenas uma coisa ou uma estratégia para exercitar o cérebro não resolve. É preciso diversificar e propor-se novos desafios o tempo todo.


Alimentação

Os neurônios precisam de glicose e oxigênio para funcionar, por isso é importante uma dieta balanceada, que forneça os nutrientes nas quantidades adequadas. É o caso da dieta do Mediterrâneo, que promove um bom equilíbrio de proteínas, gorduras, açúcares, vitaminas e antioxidantes.


A vitamina B12 é fundamental para o funcionamento do cérebro e da memória, e é proveniente dos derivados de animais. Pode ser encontrada em alimentos como carne, leite, ovos, queijo e iogurte.


Quando consumimos alimentos derivados de animais, nosso estômago produz uma proteína chamada "fator intrínseco", que se liga à vitamina B12, para facilitar sua absorção. Essa vitamina corre por todo intestino delgado, até chegar à região onde ele se encontra com o intestino grosso, chamada íleo.


Nesse local, o complexo vitamina-proteína encontra sua porta de entrada para o sangue. Quando, por algum motivo (como uma gastrite), o estômago não produz o fator intrínseco, a vitamina B12 passa direto pelo íleo e é descartada. Isso pode causar problemas de memória.


Fonte: Bem Estar


#memória

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