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Dor Pélvica Crônica

January 9, 2018

 

 

A dor pélvica crônica é uma condição comum, debilitante e complexa cuja etiologia ainda se conhece de forma deficiente. Pode associar-se com uma morbidade significativa e uma perda das funções física e sexual.

 

A dor pélvica crônica pode ser causada por condições ginecológicas, tais como endometriose, adesões, infecção ou, com pouca frequência, um tumor; e por razões não-ginecológicas que podem estar relacionadas com o intestino, tais como a síndrome do intestino irritável ou relacionadas com a bexiga, ou condições musculoesqueléticas ou neuropáticas. No geral, a síndrome do intestino irritável coexiste com a dor pélvica.

 

Se descrevem a seguir três tipos de hiperalgia visceral que podem ser relevantes para a apresentação clínica das pacientes com dor pélvica:

 

1) Hiperalgia visceral: hiperalgia de uma víscera por inflamação e/ou estimulação excessiva de tal víscera, por ex., síndrome do intestino irritável.

 

2) Hiperalgia referida de uma víscera: hiperalgia de tecidos somáticos na área da dor referida de uma víscera, por ex., pontos desencadeantes nos tecidos das paredes corporais.

 

3) Hiperalgia víscero-visceral: hiperalgia de uma víscera considerada clinicamente manifestada por uma condição dolorosa de outra víscera, por ex., exacerbação da cólica urinária em pacientes com cálculos urinários e dismenorreia.

 

Foi encontrado que as mulheres com dor pélvica se submeteram a quase cinco vezes mais cirurgias e buscaram tratamento pelo quádruplo de condições realizadas em pessoas da mesma idade que não apresentam dor.

 

Consulta: a avaliação de mulheres com dor pélvica crônica requer um enfoque sistemático e integral. A avaliação é a principal oportunidade de estabelecer uma boa relação com a paciente e iniciar o conceito de que o médico e a paciente estão trabalhando juntos para manejar os sintomas.

 

Exame: é importante fazer uma observação geral da paciente, especialmente da postura. As cicatrizes podem ser uma fonte de dor. Os pontos desencadeantes da parede abdominal podem ser identificados mediante palpação. O exame vaginal dá a oportunidade de avaliar os órgãos ginecológicos e o tom da musculatura do solo pélvico. Exames: os exames que se realizam com mais frequência são a ecografia transvaginal, a laparoscopia e a ressonância magnética. Mais de 40% das laparoscopias são feitas para diagnosticar dor pélvica crônica. Este exame tem um risco e custo.

 

Tradicionalmente, o tratamento se concentrou em identificar a patologia e utilizar intervenções médicas, hormonais e cirúrgicas para aliviar a dor. A terapia hormonal e a cirurgia podem ajudar a algumas pacientes com dor pélvica, adenomiose e endometriose, mas lamentavelmente não a todas. Pode ser benéfico realizar exercícios de estabilidade central e reabilitação da musculatura do solo pélvico. Demonstrou-se que os fármacos usados para a dor neuropática reduzem a dor pélvica em um pequeno grupo de pacientes que não respondem a opioides suaves.

 

Dado que a compreensão médica da complexidade da dor pélvica crônica avançou e incorporou os aspectos psicossociais da dor, o consenso mudou em relação à aplicação de um enfoque multidisciplinar em relação ao manejo, reconhecendo que a dor implica interações complexas entre os mecanismos psicológicos, neurológicos e fisiológicos.

 

Fonte: www.sbed.org.br

 

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