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Mieloma Múltiplo

March 14, 2018

 

Mieloma é um tumor maligno que se desenvolve nas células plasmáticas, ou plasmócitos, um subtipo dos linfócitos B, glóbulos brancos produzidos na medula óssea (tecido gelatinoso que preenche a cavidade dos ossos).

 

Os plasmócitos são responsáveis pela produção de imunoglobulinas, os anticorpos que compõem o sistema de defesa e ajudam a proteger o organismo contra infecções por vírus, bactérias ou fungos, por exemplo. Cada tipo de plasmócito (existem vários tipos) dá origem a uma imunoglobulina diferente.

 

O corpo humano está em permanente processo de renovação celular. A todo momento, algumas células morrem e outras nascem para substituí-las. Para que esse processo funcione perfeitamente, é indispensável que cada célula se encarregue de fazer cópias idênticas a si mesma, a fim de não comprometer a integridade da informação genética.

 

O mieloma aparece quando uma determinada célula plasmática sofre mutação e, em vez de produzir imunoglobulina, ou seja, uma proteína complexa com ação imunológica benéfica para o organismo, passa a produzir cópias marcadas pela presença de proteína M, ou proteína monoclonal. O crescimento desordenado das células do mieloma pode afetar a medula óssea e acarretar transtornos como o aumento do volume do plasma e da viscosidade do sangue, lesões líticas (nos ossos), insuficiência renal e mau desempemho do sistema imunológico.

 

Em alguns casos, a produção de imunoglobulinas é tão intensa que é preciso realizar sessões de plasmaférese, um procedimento que ajuda a reduzir a concentração de células anormais no plasma.

 

Em alguns casos, conhecidos como gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI), apesar dos níveis elevados da proteína M monoclonal serem detectados no sangue e na urina, o paciente não apresenta nenhuma manifestação clínica de doença oncológica e necessita apenas de acompanhamento médico periódico para avaliar o risco que essa aletração representa e interferir, se necessário.

 

Oa plasmócitos anormais produtores de proteína monoclonal podem formar um aglomerado tumoral único, localizado dentro ou fora da medula óssea. Conhecidas como plasmacitoma solitário, as lesões extramedulares podem aparecer nos ossos ou em tecidos moles, especialmente nas vias aéreas superiores. Estas últimas costumam responder bem ao tratamento cirúrgico. Já, os estudos sugerem que o plasmocitoma solitário do osso é o primeiro sinal do mieloma múltiplo que pode disseminar-se pelo organismo.

 

Mieloma múltiplo é o nome que se dá à doença, quando existem “múltiplos” focos de lesão maligna – tumor ou perda de massa óssea – nos ossos em que se instalam, ou uma proliferação de plasmócitos anormais na medula óssea.

 

Fonte: www.drauziovarella.com.br

Tags: "cérebro"

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